Cavaleiro de Espadas: significado da carta de tarot

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movimento
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defesa da posição
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força da palavra
iniciativa
determinação
desafio
sem hesitação
sinceridade
ímpeto
influência
superação
exigência
ação sem demora
Tudo se inclina para diante
O cavalo galopa com o pescoço esticado e o cavaleiro, com armadura completa, levanta a espada reta para cima inclinando-se com o impulso. O vento lança para trás a capa, as crinas e as plumas do elmo, e as árvores do fundo estão dobradas quase até ao chão. Pelo céu correm nuvens desgarradas e as aves voam na mesma direção. A velocidade constitui aqui o próprio conteúdo da carta. A terra que tem diante está vazia e na imagem não se vê meta alguma. Nada retém este movimento e nada o dirige. A velocidade constitui aqui o próprio conteúdo da carta. Na correspondência de elementos é ar em ar, ou seja, a forma mais pura deste naipe.
Nada equilibra o elemento
A forma mais pura do elemento significa a ausência de tudo o que poderia contê-lo: nem a estabilidade da terra, nem a lentidão da água, nem a direção do fogo. Precisamente por isso esta carta chega sem travão algum. A espada erguida é um instrumento de ataque e não de defesa, e segura-a com uma única mão ao passo que o valete a segurava com duas. As árvores dobradas falam do rasto que este movimento deixa, e esse rasto vê-se melhor do que a própria meta. A ausência de meta na imagem resulta deliberada, visto que esta etapa atua antes de perguntar. O cavaleiro constitui na ordem das figuras a etapa em que o elemento se liberta por completo, e por isso chega sempre com excesso. Nas cartas numéricas corresponde-lhe o oito deste naipe, com a diferença de que ali se move a energia e aqui se move a pessoa. A terra que tem diante está vazia, ou seja, a direção ainda não é fixada pela imagem. Pelo céu correm nuvens desgarradas e as aves voam na mesma direção.

Agir antes de pensar em excesso
Terminada a deliberação, continuar a polir custa mais do que aporta. A velocidade proporciona uma vantagem real que os cautelosos subestimam sem descanso, já que as oportunidades recaem sobre quem se moveu primeiro e não sobre quem se preparou melhor. Envia-se a carta, faz-se a chamada, traz-se o trabalho à luz, pronuncia-se a frase. Publica-se o que está algo por terminar, visto que a resposta a algo existente resulta mais útil do que a reflexão sobre algo perfeito. A correção ocorre pelo caminho, e é assim exatamente que as coisas avançam a esta velocidade. Quem continua à espera de certeza espera por algo que não tencionava chegar. As oportunidades recaem sobre quem se moveu primeiro. Publica-se o que está algo por terminar, já que a resposta ao existente resulta mais útil. A correção ocorre pelo caminho, e é assim que as coisas avançam a esta velocidade. A vantagem da velocidade subestimam-na sem descanso os cautelosos. Envia-se a carta, faz-se a chamada e pronuncia-se a frase. Traz-se além disso o trabalho à luz sem esperar por estar impecável.
Falar direto
A fala torna-se direta a velocidade máxima, e este naipe trabalha precisamente com a linguagem. O que faz falta aqui não é dureza mas ausência de névoa: uma única frase preparada em vez de cinco camadas de cortesia. Semelhante franqueza comprime semanas de formulações prudentes numa única conversa. As pessoas respondem melhor às posições claras do que às cautelosas, mesmo quando não coincidem com elas. Convém atender à diferença entre a clareza e a aniquilação do interlocutor, visto que a esta velocidade se confundem com facilidade. A clareza constitui o instrumento mais rápido disponível neste momento. Uma única frase preparada encurta a conversa melhor do que qualquer reserva de argumentos. As pessoas respondem às posições claras mesmo quando não coincidem com elas. Convém atender à diferença entre a clareza e a aniquilação do interlocutor. A esta velocidade ambas as coisas se confundem com facilidade. O que faz falta não é dureza mas ausência de névoa. Uma frase preparada em vez de cinco camadas de cortesia resolve a conversa inteira.
A quem arrolha este movimento
Esta força tem o seu preço, e as árvores dobradas são a prova. A semelhante velocidade ficam por notar a pessoa que se interrompeu, o projeto recusado depressa demais e o tom com que se pronunciou um argumento excelente. Tudo isso fica claramente anotado nos outros ainda que não o esteja no próprio cavaleiro. Pergunta-se a alguém de confiança que impressão produz este período e aceita-se a resposta sem objeções. A velocidade torna eficaz uma pessoa e não exata, e ambas as coisas fazem falta. Reconhecer cedo um erro não custa quase nada e conserva aqueles de quem se precisará no arranque seguinte. As árvores dobradas do caminho nota-as não o cavaleiro mas quem vem atrás. Perguntá-lo diretamente resulta mais barato do que descobri-lo dois anos depois. A velocidade torna eficaz uma pessoa e não exata. Pergunta-se a alguém de confiança que impressão produz este período. Aceita-se a resposta sem objeções, já que essa informação não se obtém de outro modo.
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Para onde vai esta corrida
A ausência de meta constitui a dificuldade principal desta figura. A força sem pontaria produz movimento e pouco mais. Antes do arranque apartam-se vinte minutos para determinar o que se requer como resultado e como se reconhecerá a sua chegada. Esse passo transforma um fogo de palha em campanha. A velocidade com meta é uma das combinações mais potentes do baralho, ao passo que a velocidade sem meta deixa árvores dobradas e um cavalo cansado. A primeira resulta pouco frequente e a segunda costuma passar despercebida, e esses vinte minutos recuperam-se durante a primeira semana de movimento. Um critério de êxito escrito permite depois reconhecer que se alcançou. Sem ele, a chegada passa despercebida e o impulso dispersa-se. A velocidade com meta é uma das combinações mais potentes do baralho. A velocidade sem meta deixa árvores dobradas e um cavalo cansado.
O ponto fraco está em sustentar
O ponto de rutura deste cavaleiro não está na temeridade mas na impossibilidade de manter. Resulta excelente na irrupção e fraco no cerco, visto que a sua atenção exige novidade. O padrão reconhece-se sem dificuldade: três projetos iniciados com plena convicção e dois abandonados quando terminou a parte entusiasmante. O remédio não consiste em travar, já que a velocidade resulta realmente útil, mas em colocar sob o assunto um dispositivo aborrecido que o sustente depois de o entusiasmo desaparecer. Esse dispositivo constrói-se nos primeiros dias, enquanto o entusiasmo ainda paga esse trabalho. Mais tarde não haverá nem forças nem vontade para o montar. A sua atenção exige novidade, e nisso consiste o seu limite. O padrão reconhece-se sem dificuldade nos projetos abandonados a meio. O remédio consiste em colocar sob o assunto um dispositivo aborrecido que o sustente. Constrói-se nos primeiros dias, enquanto o entusiasmo ainda paga esse trabalho. Mais tarde não haverá nem forças nem vontade para o montar.
Retrato deste cavaleiro
Descreve-se com frequência uma pessoa rápida, aguda, eloquente, que diz o que pensa e que se põe em marcha antes de os outros terminarem de pensar. Resulta excelente numa crise e difícil de seguir em projetos longos. Quem trabalha com alguém assim emprega-o para irromper e não para sustentar. Conta-se com que terá razão na maioria das vezes e com que resultará brusco algumas, e não se confundem ambas as coisas. A quem couber esta descrição não lhe faz falta travar mas ter menos objetivos e estar presente depois de terminar a parte entusiasmante. A seguir chega a rainha, onde essa mesma agudeza deixa de galopar e se transforma em juízo. O que convém observar nele é a sua constância e não a sua convicção. Conta-se com que terá razão na maioria das vezes e com que resultará brusco algumas. Quem trabalha com alguém assim emprega-o para irromper e não para sustentar.






