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Cinco de Espadas: significado da carta de tarot

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Mensagens:


  • desacordo

  • vitória com preço

  • conflito

  • consequências

  • afastamento

  • prestígio

  • discussão

  • limites

  • perda no vínculo

  • retirada

  • honestidade

  • reparação

  • revisão

  • amor-próprio

  • discernimento

  • custo real

  • resolução

  • reconhecimento

  • mudança de modo

  • separação

  • reconciliação possível

  • juízo

  • moderação

  • aprendizagem

  • sair a tempo

Um sorriso que não convence

Em primeiro plano há um homem que segura três espadas, duas apoiadas contra o ombro e uma cuja ponta pousa no chão. Volta o rosto para trás e olha duas figuras que se afastam pela margem, e nos seus lábios há um sorriso que não se parece com alegria. Aos seus pés, na erva, jazem outras duas espadas por recolher. As duas figuras que se afastam dão as costas e uma delas leva as mãos ao rosto. O céu está riscado por nuvens desgarradas que se movem em direções distintas, e ao fundo há uma superfície de água e cumes irregulares. Ninguém aqui está ferido e ninguém está satisfeito. Na correspondência astrológica atribui-se-lhe o primeiro decanato de Aquário e Vénus, ou seja, o valor entra no signo mais ligado às ideias, e por isso a disputa versa aqui sobre o que se considera certo e não sobre bens. Nenhuma das lâminas mostra sangue, e por isso o dano não é físico mas atinge o vínculo. Aos seus pés jazem outras duas espadas por recolher. Recolheu três e deixou duas, ou seja, também esta vitória resultou parcial. O cinco quebra a estabilidade do quatro, e aqui essa rutura deixa consequências.

Três recolhidas e duas deixadas

Contar as espadas descreve o desfecho inteiro. Ele recolheu três e deixou duas no chão, ou seja, também esta vitória resultou parcial. Nenhuma das lâminas mostra sangue, e por isso o dano desta carta não é físico mas atinge o vínculo entre as pessoas. As duas figuras que se afastam não foram expulsas: partem por si próprias. As nuvens desgarradas indicam que o ar aqui não se assentou. A água do fundo diz que o sentimento continua presente ainda que ninguém fale dele. O cinco de cada naipe quebra a estabilidade do quatro, e no naipe do ar essa rutura manifesta-se como um desacordo cujas consequências permanecem. As nuvens desgarradas indicam que o ar aqui não se assentou. A água do fundo diz que o sentimento continua presente ainda que ninguém fale dele. O seu sorriso constitui o pormenor mais desagradável da imagem, visto que mostra alguém que ainda não notou o que perdeu. As duas figuras que se afastam não foram expulsas: partem por si próprias.

Ganhar e perder ao mesmo tempo

O desfecho descrito aqui reconhecem-no muitos: a discussão ganhou-se e o assunto piorou. Isso ocorre quando a meta se desloca sem que ninguém o note, de discutir o assunto para vencer a outra parte. As duas coisas parecem-se por dentro e produzem resultados opostos. Depois de uma disputa pelo assunto ambas as partes conhecem melhor a questão. Depois de uma disputa pela vitória uma delas cala e a outra celebra. A meta desloca-se sem que ninguém o note, de discutir o assunto para vencer a outra parte. A comprovação resulta tangível: depois de uma disputa pelo assunto, ambas as partes conhecem melhor a questão; depois de uma disputa pela vitória, uma delas cala e a outra celebra. A quem acaba de sair de um choque assim convém perguntar-se o que exatamente melhorou na situação. Se a resposta for apenas o próprio prestígio, o preço já foi cobrado. As duas coisas parecem-se por dentro e produzem resultados opostos.

O custo que não aparece na conta

O dano desta carta não é imediato e por isso passa despercebido. As pessoas que se afastam continuam a existir, e o próximo pedido de ajuda encontrar-se-á com uma resposta mais fria. Deixam de trazer más notícias, deixam de propor ideias e deixam de discutir em voz alta. Nada disso se anuncia e tudo isso se nota anos depois, quando o meio se tornou silencioso. Anota-se de maneira direta: quem se afastou depois de cada disputa ganha nos últimos dois anos. Essa lista costuma resultar mais eloquente do que qualquer raciocínio sobre o modo de discutir. Nada disso se anuncia e tudo isso se nota anos depois. As pessoas deixam de trazer más notícias e deixam de propor ideias. O meio torna-se silencioso, e esse silêncio descobre-se tarde. Anota-se quem se afastou depois de cada disputa ganha nos últimos dois anos.

Reparar cedo sai barato

Se ainda restarem dias e não anos, esta carta admite correção. Um movimento de reparação feito depressa custa pouco e atua com força, ao passo que o mesmo movimento feito seis meses depois exige uma conversa inteira. A forma é simples: nomear a parte própria sem negociar o seu tamanho e sem acrescentar uma explicação que a anule. Não faz falta renunciar à posição, visto que se pode ter razão no assunto e ter estado errado no modo. Essas duas coisas separam-se com facilidade quando se pronunciam em separado. Aceita-se além disso que a outra parte pode não responder de imediato. Um movimento de reparação feito depressa custa pouco e atua com força. Seis meses depois o mesmo movimento exige uma conversa inteira. Pode ter-se razão no assunto e ter estado errado no modo, e essas duas coisas separam-se com facilidade.

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Quando a retirada é acertada

Esta carta também se lê a partir do outro lado, e nessa leitura as figuras que se afastam são quem a tirou. Retirar-se de um choque não constitui uma derrota quando o custo de continuar supera o valor do desfecho. Convém distinguir isso da fuga: a fuga evita um assunto que continuará a existir, ao passo que a retirada põe fim a um gasto sem sentido. Anota-se o que se obterá exatamente ao vencer, e se a resposta resultar pequena, a saída é o movimento acertado. Sair antes de esgotar as forças conserva aquilo de que se precisará depois. Convém distinguir isso da fuga, já que a fuga evita um assunto que continuará a existir. A retirada, em contrapartida, põe fim a um gasto sem sentido. Anota-se o que se obterá exatamente ao vencer. Se a resposta resultar pequena, a saída é o movimento acertado. As figuras da imagem caminham em direção à água e não para lugar nenhum. Sair antes de esgotar as forças conserva aquilo de que se precisará depois.

Discutir de outro modo

O remédio desta carta não consiste em evitar as disputas mas em mudar a sua construção. Três recursos funcionam melhor do que qualquer boa intenção. O primeiro consiste em nomear em voz alta o que se discute exatamente e o que significa terminar, já que boa parte dos choques prolongados carece de definição. O segundo consiste em repetir a posição da outra parte com palavras próprias antes de objetar, o que baixa a temperatura de imediato. O terceiro consiste em separar o assunto da pessoa, ou seja, atacar a proposta e não quem a fez. Nenhum dos três é agradável no momento e os três funcionam. Boa parte dos choques prolongados carece de definição sobre o que significa terminar. Repetir a posição da outra parte antes de objetar baixa a temperatura de imediato. Separa-se além disso o assunto da pessoa, atacando a proposta e não quem a fez.

O que vem depois deste choque

O seis de Espadas segue-se de imediato e mostra uma travessia em barca até uma margem mais tranquila. Essa ordem responde exatamente à pergunta que esta carta deixa: depois de semelhante desfecho não vem outra disputa mas uma partida. Isso significa que o estado atual não é estável e que alguma coisa haverá de mover-se. A quem venceu, o passo seguinte é a reparação; a quem se afasta, é a travessia. O estado atual não é estável, e alguma coisa haverá de mover-se. As duas espadas deixadas no chão ficam ali. Nem sequer todo o vencido se recolhe. As duas espadas deixadas no chão ficam ali, e nem sequer todo o vencido se recolhe. A quem venceu, o passo seguinte é a reparação; a quem se afasta, é a travessia.

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