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Como escolher o primeiro baralho de tarot

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A questão que interessa

A escolha do primeiro baralho gera mais ansiedade do que merece, e por isso convém começar pela questão que decide de facto. O critério não é a beleza nem a raridade mas a legibilidade das cartas menores. Um baralho em que o cinco de espadas mostra uma cena com pessoas ensina a ler; um baralho em que mostra apenas cinco espadas dispostas num padrão obriga a decorar tabelas. Essa diferença separa a tradição de Waite da tradição de Marselha e determina quase toda a experiência dos primeiros meses. Quem começa pelo segundo tipo costuma desistir ou passar ao primeiro ao fim de algum tempo. A legibilidade das cartas menores decide quase toda a experiência dos primeiros meses. Um baralho com cenas desenhadas ensina a ler sem tabelas. Essa diferença separa a tradição de Waite da tradição de Marselha. Um baralho sem cenas obriga a decorar tabelas desde o primeiro dia. Quem começa assim costuma desistir ou mudar ao fim de algum tempo.

Por que o baralho de Waite domina

A esmagadora maioria dos manuais, cursos e textos disponíveis descreve as imagens do baralho publicado em 1909 por Waite e Pamela Colman Smith. Isso significa que qualquer explicação encontrada corresponde ao que está desenhado nesse baralho e nos seus muitos derivados. Escolher um baralho de estrutura diferente obriga a traduzir constantemente entre o que o manual descreve e o que a carta mostra, tarefa difícil para quem ainda não domina o sistema. Não se trata de qualidade, porque o baralho de Marselha tem méritos próprios e uma tradição de leitura sólida. Trata-se apenas de material de apoio disponível, e essa consideração pesa muito no primeiro ano. Qualquer explicação encontrada corresponde ao que está desenhado no baralho de Waite. O baralho de Marselha tem méritos próprios e uma tradição sólida. A questão é apenas de material de apoio disponível. Traduzir constantemente entre manual e carta é difícil para quem começa. A esmagadora maioria dos manuais descreve o baralho de 1909.

Baralhos derivados

Existem centenas de baralhos que mantêm a estrutura de Waite e alteram completamente a estética. Esses funcionam bem para quem começa, desde que as cenas das cartas menores permaneçam reconhecíveis. Convém verificar três cartas antes de comprar: o cinco de espadas, o oito de copas e o dez de ouros, porque estas três revelam se o baralho seguiu de perto o original. Se as cenas estiverem lá, qualquer estilo serve e a escolha passa a ser de gosto pessoal. Convém também verificar se o baralho tem as setenta e oito cartas, já que alguns baralhos artísticos omitem cartas ou acrescentam outras, o que complica a aprendizagem inicial. O cinco de espadas, o oito de copas e o dez de ouros revelam se o baralho seguiu o original. Convém também verificar se o baralho tem as setenta e oito cartas. Alguns baralhos artísticos omitem cartas ou acrescentam outras. Se as cenas estiverem lá, qualquer estilo serve e a escolha passa a ser de gosto. Existem centenas de baralhos que mantêm a estrutura e alteram a estética.

O que não deve pesar na escolha

Vários critérios comuns não têm importância real e criam obstáculos desnecessários. A ideia de que o primeiro baralho deve ser oferecido e nunca comprado é uma invenção do século XX sem qualquer base histórica, e seguir essa regra apenas adia o início. O preço também não determina a qualidade da leitura, e um baralho corrente serve tão bem como um de edição limitada. A raridade é irrelevante para quem aprende. Convém ignorar a pressão para escolher um baralho que corresponda a alguma identidade. Convém igualmente ignorar a pressão para escolher um baralho que corresponda a alguma identidade particular, porque essa correspondência pode ser procurada mais tarde, quando já houver base para comparar. A ideia de que o primeiro baralho deve ser oferecido não tem base histórica. O preço não determina a qualidade da leitura. Um baralho corrente serve tão bem como um de edição limitada. A raridade é irrelevante para quem aprende.

Aspetos materiais

Alguns detalhes práticos afetam o uso diário e passam despercebidos na compra online. O formato importa, porque cartas grandes tornam o embaralhamento difícil para mãos pequenas. O acabamento importa, já que um verniz demasiado brilhante faz as cartas deslizarem e um acabamento fosco desgasta-se mais depressa. A espessura do cartão determina a durabilidade. As margens brancas ou pretas afetam a leitura das cores. E os títulos impressos nas cartas ajudam bastante nos primeiros meses, motivo pelo qual convém evitar baralhos sem qualquer indicação escrita enquanto se aprende a reconhecer as setenta e oito imagens. Cartas grandes tornam o embaralhamento difícil para mãos pequenas. Os títulos impressos ajudam bastante nos primeiros meses. Um verniz demasiado brilhante faz as cartas deslizarem. A espessura do cartão determina a durabilidade.

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Um baralho de cada vez

O erro mais frequente de quem começa consiste em adquirir vários baralhos no primeiro ano. A familiaridade com um conjunto de imagens vale mais do que a variedade, porque a leitura fluente nasce do reconhecimento imediato e esse reconhecimento exige repetição. Cada baralho novo reinicia parcialmente esse processo. Convém permanecer com o mesmo baralho durante pelo menos um ano completo e só depois considerar um segundo. Nessa altura, a escolha será muito mais informada, já que haverá critérios reais em vez de impressões. Os leitores com muitos anos de prática costumam ter poucos baralhos em uso regular. Cada baralho novo reinicia parcialmente o reconhecimento acumulado. Um ano completo com o mesmo baralho é o intervalo mínimo razoável. A leitura fluente nasce do reconhecimento imediato. Esse reconhecimento exige repetição e não variedade.

Onde comprar e o que verificar

A compra em loja física permite manusear o baralho e resolve a maior parte das dúvidas sobre formato e acabamento. Na compra online, convém procurar imagens de várias cartas menores e não apenas dos Arcanos Maiores, porque é ali que as diferenças relevantes aparecem. Verifica-se a contagem indicada, a existência do livrete e o formato em milímetros. Convém desconfiar de reproduções não autorizadas, comuns em mercados online, pois têm impressão de baixa qualidade e cores alteradas. Um baralho impresso por editora reconhecida custa pouco mais e dura muito mais tempo. Na compra online convém procurar imagens de várias cartas menores. Reproduções não autorizadas têm impressão de baixa qualidade e cores alteradas. A compra em loja física resolve a maior parte das dúvidas sobre formato. Verifica-se a contagem indicada, o livrete e o formato em milímetros.

Depois da escolha

Feita a escolha, o passo seguinte importa mais do que a decisão anterior. Convém abrir o baralho e percorrer as setenta e oito cartas uma a uma, sem procurar significados, apenas observando. Esse primeiro contacto fixa impressões que nenhum manual substitui. Depois começa o trabalho regular, uma carta por dia ou tiragens de três cartas, sempre com o mesmo baralho. E aceita-se que o primeiro baralho raramente é aquele que acompanha uma prática inteira, já que a maioria dos leitores muda ao fim de alguns anos com critérios que só a experiência fornece. Isso retira peso à decisão inicial, que é menos definitiva do que parece. O primeiro percurso pelas setenta e oito cartas fixa impressões que nenhum manual substitui. A maioria dos leitores muda de baralho ao fim de alguns anos. Isso retira peso a uma decisão menos definitiva do que parece. Os critérios reais só a experiência os fornece.

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