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O Sol: significado da carta de tarot

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Mensagens:


  • alegria

  • clareza

  • vitalidade

  • êxito

  • calor

  • confiança em si

  • visibilidade

  • certeza

  • liberdade

  • simplicidade

  • energia

  • verdade

  • abertura

  • resplendor

  • leveza

  • gratidão

  • presença

  • saúde

  • celebração

  • sinceridade

  • generosidade

  • novo começo

  • entusiasmo

  • luz

  • plenitude

Alguém saiu de trás do muro

A compreensão começa pelo muro, já que esse é o pormenor diante do qual todos passam ao lado. Pelo centro da imagem estende-se um muro de pedra cinzenta, e atrás crescem girassóis altos que voltam as suas cabeças para a luz. Diante desse muro, em campo aberto, uma criança nua vai montada sobre um cavalo branco e segura um estandarte vermelho grande que ondula às suas costas. Sobre a cabeça leva uma coroa com uma única pena vermelha, e nada na sua postura indica que se segure ou se assegure. Por cima de tudo isso há um sol enorme com rosto humano, cujos raios são alternadamente retos e ondulados, ou seja, uma energia que ao mesmo tempo irradia e aquece, e são vinte e um, o número dos arcanos maiores numerados, de modo que o sol aparece aqui como termo do caminho e não como um dos seus episódios. Não há sombra em parte alguma, e entre o espectador e o horizonte não há um único obstáculo. Seja o que for que esse muro protegia e escondia, a criança encontra-se agora do outro lado. Os vinte e um raios correspondem ao número dos arcanos maiores numerados.

Ler através das cores

O Sol explica-se pelas cores com mais nitidez do que por qualquer outro símbolo. O amarelo domina acima de tudo e enche o céu e os girassóis, e designa a consciência, a clareza e o estado de ser visto. O branco aparece no cavalo e significa uma força limpa que não precisa de se demonstrar. O vermelho aparece duas vezes, no estandarte e na pena, e significa a força vital e a disposição para se mostrar; essa pena é além disso a mesma que o Louco leva no começo da série, de modo que liga o fim do caminho ao seu primeiro passo. O verde encontra-se em baixo, nos girassóis e no campo, e designa um crescimento que já se produziu e não um prometido. O cinzento aparece uma única vez, no muro, e é a única cor fria da carta, sinal do que ficou para trás. Convém notar que o sol tem rosto, e isso torna-o uma presença e não uma fonte de luz. O cinzento aparece uma única vez, no muro, e é a única cor fria da carta.

Já não resta nada tapado

Depois da Lua, onde nada podia distinguir-se com nitidez, o Sol descobre tudo. É a carta daquilo que finalmente veio à luz, e isso resulta com mais frequência um alívio do que um perigo. A quem mantinha um segredo, uma situação não declarada ou uma versão de si próprio preparada para os outros, esta carta assinala o fim desse trabalho. Permanecer oculto sai caro, e a maioria subestima o volume de energia que nisso se gasta até parar. A clareza estende-se também à compreensão própria, já que numa única conversa pode dissolver-se uma confusão que se arrastava durante meses. Pode descobrir-se que explicar algo se tornou de repente fácil quando há umas semanas a descrição não saía. Essa simplicidade aceita-se em vez de se procurar a complexidade habitual, visto que nem todo assunto tem uma camada oculta, e o hábito de procurar um segundo fundo estorva neste período mais do que ajuda. Permanecer oculto sai caro, e o volume dessa energia só se nota ao parar.

A alegria não se merece

A criança desta carta não celebra uma conquista, e isso resulta fácil de não notar. Não há prémios, nem espectadores, nem linha de meta em parte alguma. A alegria consiste aqui simplesmente em estar vivo num dia quente com o rosto descoberto. A quem tende a adiar o prazer até terminar o trabalho, o Sol pergunta onde passa exatamente essa linha de meta, visto que se desloca sem descanso. Convém olhar o que realmente ilumina uma pessoa e notar quão pequenas resultam quase todas essas coisas: a luz, a água, a música, um amigo, algo feito com as mãos. Nenhuma delas exige um motivo e nenhuma é uma recompensa por produtividade. Uma experiência com uma tarde sem propósito e a observação posterior do resto da semana resulta inesperadamente reveladora, e a diferença não aparece nessa tarde mas nos dias que a seguem. A linha de meta desloca-se sem descanso para quem adia o prazer até terminar o trabalho.

Aproveitar este período

Quando o Sol aparece, as circunstâncias são invulgarmente boas e não convém desperdiçá-las. Há mais energia, o pensamento resulta mais claro, aos outros resulta mais fácil lidar com essa pessoa, e isso muda o que se torna possível. Agora é o momento para a conversa difícil adiada, para apresentar uma candidatura, para começar e para esse assunto que exige uma segurança que não está disponível sempre. Esperar por um momento melhor não constitui uma estratégia, visto que o momento melhor é este. Anota-se o que se tentaria se este estado fosse permanente e começa-se por um único ponto esta semana. Os períodos bons não duram eternamente e deixam atrás de si tudo o que se construiu durante o seu decurso, e por isso um período assim se avalia não pela sensação mas pelo que dele se levou para fora. Esperar por um momento melhor não constitui uma estratégia.

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Voltar à posição de principiante

A criança monta sem sela e sem rédeas, e na sua postura não há medo. O Sol exige entrar em algo sem a experiência habitual e sem a cautela habitual. Quem trabalha há anos no seu campo tornou-se eficaz e cauteloso ao mesmo tempo, e os cautelosos raramente descobrem algo novo. Experimentar algo em que com toda a certeza se é mau e observar depois com que rapidez aparece a vontade de desistir resulta um exercício revelador. Essa disposição para ser mau diante de todos é precisamente o que esta carta mostra. Melhora além disso tudo o que já se domina, visto que as perguntas do principiante são exatamente aquelas que o perito deixou de fazer. Ninguém nesta imagem julga a criança, e na realidade ninguém a olha verdadeiramente, e a suposição de uma observação constante de fora resulta quase sempre exagerada. As perguntas do principiante são exatamente as que o perito deixou de fazer.

Mostrar calor

Este sol tem rosto, ou seja, não produz apenas luz mas está além disso presente. Quem se encontra em bom estado transforma-se em fonte de calor para o seu meio, e isso custa-lhe bastante menos do que aquilo que lhes dá. O que se aprecia diz-se em voz alta em vez de supor que as pessoas já o sabem. Estabelecem-se contactos, oferece-se ajuda, convida-se. A generosidade neste ponto do ciclo resulta fácil e constrói essas relações sobre as quais alguém se apoia quando o clima pessoal muda. Convém notar que os girassóis se voltam para a luz sem que ninguém os obrigue, visto que as pessoas se aproximam de maneira natural de quem não as esgota. Não faz falta fingir felicidade diante de ninguém, já que um bom estado real resulta completamente suficiente, e a diferença entre ambas as coisas o meio reconhece-a mais depressa do que se costuma crer. A generosidade neste ponto do ciclo resulta fácil e constrói o que fará falta depois.

Se isto é fiável

Junto com os bons tempos chega uma desconfiança que merece uma resposta honesta. Muitos não são capazes de desfrutar de um período luminoso porque esperam pela fatura, e esse hábito procede em geral da experiência e não de um carácter sombrio. O Sol não promete que isto vá durar, e nenhuma carta o promete, visto que a Roda da Fortuna já explicou que tudo gira. O que sim diz é que este período resulta realmente autêntico enquanto dura e que não é um engano que haja que pagar depois. A preparação para uma desgraça futura não a evita e em qualquer caso estraga o presente. Tomam-se medidas razoáveis e tangíveis e depois deixa-se de escrutinar o horizonte. A quem custa alegrar-se com as coisas enquanto correm bem convém examiná-lo, visto que isso não melhora sozinho quando melhoram as circunstâncias, e observar a própria resposta às boas notícias aporta aqui mais informação do que observar a resposta às más. A preparação para uma desgraça futura não a evita e estraga o presente.

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