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Rei de Espadas: significado da carta de tarot

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Mensagens:


  • clareza de juízo

  • autoridade

  • princípio

  • imparcialidade

  • resolução

  • verdade

  • responsabilidade

  • perspicácia

  • ordem

  • franqueza

  • maturidade

  • fiabilidade

  • força da palavra

  • discernimento

  • direção

  • independência

  • precisão

  • honestidade

  • sensatez

  • experiência

  • firmeza

  • abertura à objeção

  • medida

  • domínio de si

  • decisão ponderada

Voltado de frente para o espectador

Num trono de pedra está sentado um homem que olha diretamente para quem o observa, coisa pouco frequente entre as figuras da corte. A mão direita segura uma espada algo inclinada e não estritamente vertical, ao passo que a esquerda repousa sobre o braço do assento. A sua vestidura é azul sob um manto vermelho, e no espaldar há talhadas borboletas e luas crescentes. O céu sobre ele é uniforme e pálido, mal há vento na imagem e apenas umas poucas nuvens se detêm junto ao horizonte. Duas aves voam alto por cima dele. A sua postura é reta, os seus traços concentrados e nele não se nota a menor inquietação. Na correspondência de elementos é ar em fogo, ou seja, um pensamento que dispõe de capacidade de ação. Por isso não se detém na opinião e chega até à decisão. O céu sobre ele é uniforme e mal há vento na imagem. A inclinação da espada constitui o pormenor mais importante da carta.

A espada inclinada

A inclinação da espada constitui o pormenor mais importante desta carta. Uma espada vertical significaria uma regra sem exceções, ao passo que uma ligeira inclinação significa que a medida geral admite o exame do caso particular. Isso é precisamente o que o distingue da rainha, cuja espada está levantada em estrita vertical. As borboletas do trono repetem o sinal dela e confirmam que esse discernimento é adquirido e não outorgado. As luas crescentes acrescentam sentimento à razão, ou seja, este juízo não resulta frio. O olhar direto significa disposição para que também a ele o chamem a responder. Isso distingue-o da rainha, cuja espada está levantada em estrita vertical. As borboletas do trono repetem o sinal dela e confirmam que o discernimento é adquirido. O rei constitui na ordem das figuras a etapa de amadurecimento do elemento e do seu emprego no mundo exterior. Nas cartas numéricas corresponde-lhe o dez deste naipe pelo traço do limite, com a diferença de que ali o pensamento desgasta e aqui encontra a sua medida. O olhar direto significa disposição para que também a ele o chamem a responder.

Uma regra em vez de decidir de cada vez

Esta figura trabalha com regras e não com decisões soltas, e nisso consiste a sua eficácia. Pesar cada caso de novo sai caro, e o resultado oscila além disso com o humor do dia. Na prática isso significa estabelecer princípios por antecipação e aplicá-los depois: o que se aceita, o que se recusa, em que prazo e sob que condições. Liberta-se com isso uma quantidade considerável de atenção que se dirige ao pouco que realmente exige um exame particular. Um efeito secundário resulta ser a previsibilidade, e a previsibilidade lê-se como fiabilidade. A espada, em contrapartida, continua inclinada, e por isso resta lugar fora da regra. Quem compreende o propósito resolve por si próprio metade das dificuldades. Pesar cada caso de novo sai caro e o resultado oscila com o humor do dia. Estabelecem-se por isso princípios de antemão e aplicam-se depois. Liberta-se com isso atenção para o pouco que realmente exige exame particular.

O direito a decidir e o seu preço

Toma-se uma decisão e aceitam-se as suas consequências junto com ela. Decidir depressa é uma destreza construída sobre mil decisões anteriores e não uma manifestação de coragem. Passado certo ponto, reunir opiniões deixa de ser investigação e transforma-se em adiamento, e o sinal consiste em que os dados novos cessaram enquanto a pergunta continua. Os dados completos não se reunirão quase nunca. A ausência de decisão também não resulta neutra. A ausência de decisão também não resulta neutra, visto que constitui um voto silencioso a favor da disposição existente. Aceitam-se além disso os dias em que se descobre que o decidido era errado, já que é precisamente essa aceitação que dá peso à sua palavra da vez seguinte. Reconhecer cedo um erro sai mais barato do que qualquer explicação posterior. Os dados completos não se reunirão quase nunca.

O perigo do ouvido fechado

A maior ameaça para esta posição não é a discussão mas o silêncio que se instala. Quem vence em todos os debates encontra-se ao fim de uns anos a ter razão em solidão, visto que o seu meio deixa de lhe trazer objeções. A maior parte das decisões erradas não procede da falta de dados mas de se ter interrompido quem objetava antes de terminar. A comprovação é tangível: quando foi a última vez que alguém o contradisse na cara e quando mudou ele de opinião pela última vez. Se a resposta a qualquer dessas perguntas ficar longe, o canal está fechado. Pedem-se objeções a uma pessoa de maneira regular e escuta-se até ao fim sem interromper. Esse pedido funciona apenas se quem objeta não o pagar depois. A maior parte das decisões erradas procede de se ter interrompido quem objetava. Quem vence em todos os debates acaba a ter razão em solidão. O seu meio deixa simplesmente de lhe trazer objeções.

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O peso da palavra

Numa posição assim as palavras pesam mais do que supõe quem as pronuncia. Um comentário de passagem transforma-se numa instrução para um subordinado e num juízo permanente sobre si próprio para um filho. Por isso separa-se a opinião da decisão e diz-se em voz alta de qual das duas se trata. Convém atender além disso a que o silêncio também se lê, e com mais frequência como desaprovação. A precisão importa aqui mais do que a brevidade, visto que uma mensagem recortada completa-a o recetor na pior direção. A força da espada reside na sua exatidão e não na frequência do seu uso. Uma mensagem recortada completa-a o recetor na pior direção. Separa-se por isso a opinião da decisão e diz-se de qual das duas se trata. O silêncio também se lê, e com mais frequência como desaprovação.

Estabilidade e não distanciamento

O céu uniforme desta carta significa calma e não ausência de sentimento. Existe uma espécie de maturidade que consiste na capacidade de emitir um juízo com o sentimento presente, e existe a sua falsificação, que consiste em retirar o sentimento por completo. Distinguem-se de maneira tangível: a falsificação explica com facilidade as causas de qualquer agitação na sua ausência completa. As luas crescentes do trono não estão ali por acaso, já que aqui o sentimento entra no cálculo em vez de se expulsar. A quem descobre em si próprio análises elegantes sem mudança real alguma provavelmente lhe resulte familiar este caso. Sob uma superfície tranquila deve restar algo que corra. Comprova-se observando se alguém continua a dizer diante dele o que não lhe agrada. As luas crescentes do trono não estão ali por acaso. O sentimento entra aqui no cálculo em vez de se expulsar. A falsificação da maturidade explica com facilidade qualquer agitação na sua ausência completa.

O fim do naipe e o que descreve

Olhar o caminho inteiro deste naipe descobre a sua coerência: desde a espada erguida, passando pelo impasse, a ferida, o repouso, o desacordo, a partida, a astúcia, o cerco, a ansiedade e o final, até quatro figuras que crescem umas das outras. É uma descrição completa do trabalho da mente, incluída a sua força e o modo como fere quem a possui. A posição do rei no fim indica que o pensamento alcança a sua maturidade não por quantidade mas por medida. As duas aves que voam alto sobre ele são o único movimento da imagem. O pensamento alcança a sua maturidade não por quantidade mas por medida. A espada está inclinada, e essa inclinação constitui o resultado inteiro. O conteúdo da carta não muda entre escolas, visto que a inclinação afeta a ordem e não o significado. As duas aves que voam alto sobre ele são o único movimento da imagem.

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