Rei de Ouros: significado da carta de tarot

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Sentado entre vides
Um homem ocupa um trono e a sua vestidura aparece completamente coberta por um desenho de cachos e folhas, ao ponto de mal se distinguir a cor original do tecido. A mão direita segura um ceptro e a esquerda um disco dourado que descansa sobre o joelho. Nos adornos do trono há talhadas cabeças de touro e à volta crescem vides verdadeiras com os seus cachos. Sob o pé esquerdo jaz uma armadura abandonada, ou seja, o tempo das batalhas passou. Atrás vê-se um castelo com as muralhas completas. Nos adornos do trono há talhadas cabeças de touro. À volta crescem vides verdadeiras com os seus cachos. A vide não está bordada nas orlas mas cobre o corpo inteiro. A sua postura resulta tranquila, sem tensão, e não guarda coisa alguma. Atrás vê-se um castelo com as muralhas completas. Na correspondência de elementos é terra em fogo, ou seja, uma posse material movida pela capacidade de agir. A sua postura resulta tranquila, sem tensão, e não guarda coisa alguma.
As vides da vestidura
Essa vestidura constitui o centro da imagem. A vide não está bordada nas orlas mas cobre o corpo inteiro, e isso significa que esta abundância se transformou em parte dele e não em algo que transporta. As vides reais em volta correspondem-se com o desenho do tecido, e o interior coincide com o exterior: aquilo que possui e aquilo que é tornaram-se uma mesma coisa. As cabeças de touro ligam-no ao signo de Touro, ou seja, à constância e à matéria tangível. A armadura abandonada resulta o pormenor mais eloquente, visto que assinala alguém que já não precisa de demonstrar nada. O castelo do fundo permanece inteiro, já que o trabalho da defesa está terminado. A armadura abandonada sob o seu pé assinala alguém que já não precisa de demonstrar nada. As vides reais em volta correspondem-se com o desenho do tecido. O interior coincide assim com o exterior. Aquilo que possui e aquilo que é tornaram-se uma mesma coisa. As cabeças de touro ligam-no ao signo de Touro.

De ganhar a administrar
O mais útil aqui é a passagem de ganhar a administrar. Ganhar consiste em trocar tempo por rendimentos, ao passo que administrar consiste em construir algo que continua a funcionar na ausência do seu criador. Pode tratar-se de um investimento, de um negócio com empregados ou de um método que outro seja capaz de executar. Pergunta-se de maneira tangível que parte dos rendimentos atuais não depende de uma presença diária. Essa parte costuma ser bastante menor do que se supõe, e aumentá-la constitui um objetivo sobre o qual se trabalha ano após ano. O disco descansa sobre o joelho e não flutua no ar, ou seja, encontra-se numa posição estável e apta para construir. Essa parte costuma ser bastante menor do que se supõe. Aumentá-la constitui um objetivo sobre o qual se trabalha ano após ano. O disco descansa sobre o joelho e não flutua no ar. Encontra-se portanto numa posição estável e apta para construir. Ganhar consiste em trocar tempo por rendimentos e administrar em construir o que funciona sem o seu criador.
A generosidade a partir de uma posição de força
Os recursos chegam, e por isso dar transforma-se aqui numa escolha autêntica e não num sacrifício. A sua forma mais eficaz não é o dinheiro mas a oportunidade: uma apresentação com a pessoa adequada, uma porta aberta, um trabalho que torna outro capaz de se sustentar sozinho. Essa espécie de entrega produz além disso maior fruto, visto que engendra algo seguinte. Constrói-se com isso um hábito estável: acompanhar uma pessoa por ano ou sustentar de maneira contínua um assunto determinado. Isso distingue-se do seis de Ouros, onde se repartiam recursos, ao passo que aqui se investe em pessoas. A sua forma mais eficaz não é o dinheiro mas a oportunidade. Uma apresentação com a pessoa adequada ou um trabalho que torna outro capaz de se sustentar. Essa espécie de entrega produz maior fruto, visto que engendra algo seguinte.
Entre a solidez e a teimosia
Transformar um método que funcionou no único possível constitui a sombra desta posição. Um procedimento que demonstrou a sua utilidade durante anos acumula multidão de confirmações, e perante elas qualquer novidade parece supérflua. A comprovação resulta tangível: quando se provou pela última vez um método completamente distinto. Se a resposta ficar longe, a solidez começou a transformar-se em imobilidade. Convém atender além disso ao hábito de invocar os próprios feitos numa discussão. A palavra de quem triunfou encarece a objeção. E acaba por calar quem podia dizer algo útil. Convém atender além disso ao hábito de invocar os próprios feitos numa discussão, visto que a palavra de quem triunfou encarece a objeção e acaba por calar quem podia dizer algo útil. A comprovação resulta tangível: quando se provou pela última vez um método distinto. Se a resposta ficar longe, a solidez começou a transformar-se em imobilidade.
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A fruição faz parte do plano
A vide está destinada a comer-se, e a carta permite de maneira explícita aproveitar o fruto. Este naipe percorreu um caminho longo até chegar aqui: desde um único disco, passando pelo reparto, a carência, a avaliação, a repetição, a autonomia e a herança. Consumir uma parte da colheita não constitui um desperdício mas a própria finalidade do percurso. O critério é a possibilidade e não o merecimento. À maioria de quem chega até aqui não lhe faltam recursos mas uma permissão própria. Consumir uma parte da colheita constitui a própria finalidade do percurso. Ele está sentado e não a trabalhar de pé. Este naipe percorreu um caminho longo até chegar aqui. À maioria de quem chega até aqui não lhe faltam recursos mas uma permissão própria para parar, e ninguém mais a concede. Ele está sentado e não a trabalhar de pé. O critério é a possibilidade e não o merecimento.
Uma estabilidade que os outros percecionam
À volta de uma pessoa assim ocorre algo que merece mencionar-se: a sua calma transmite-se ao meio mais depressa do que qualquer instrução. Numa dificuldade o mais útil não resulta ser a decisão mais rápida mas alguém que não entra em inquietação. Isso significa prestar atenção ao que se leva para uma sala tanto quanto ao que nela se diz. Significa além disso que um mau dia lhe custa mais do que aos outros, e isso resulta injusto e verdadeiro. Organiza-se por isso aquilo que o enche a ele próprio, visto que uma fonte esgotada arrasta consigo todos os que nela se apoiam. O que se leva para uma sala importa tanto quanto o que nela se diz. Um mau dia custa-lhe mais do que aos outros. Isso resulta injusto e verdadeiro. Organiza-se por isso aquilo que o enche a ele próprio. Uma fonte esgotada arrasta consigo todos os que nela se apoiam.
A última carta do baralho
O rei de Ouros é a última dos arcanos menores e o fecho da construção inteira. Desde o Louco, de pé à beira de um penhasco, passando pelo caminho interior dos arcanos maiores e pelos quatro naipes com os pormenores da vida tangível, até uma pessoa sentada no meio do que construiu ela própria. O sentido desta posição não consiste em alcançar a perfeição mas na capacidade de manter estável o mundo à volta. O Louco, por sua vez, volta a encabeçar o baralho a cada nova mistura, visto que este conjunto não tem verdadeiramente um fim. A armadura está tirada, a vide amadureceu e a porta permanece aberta. Este conjunto não tem verdadeiramente um fim, visto que o Louco volta a encabeçá-lo a cada mistura. O sentido desta posição consiste em manter estável o mundo à volta. A armadura está tirada, a vide amadureceu e a porta permanece aberta.






