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Seis de Espadas: significado da carta de tarot

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Mensagens:


  • passagem

  • partida tranquila

  • afastamento

  • recuperação

  • movimento

  • acompanhamento

  • travessia

  • deixar para trás

  • calma que se aproxima

  • transição

  • ajuda concreta

  • direção

  • distância

  • peso transportável

  • tempo intermédio

  • aceitação

  • silêncio

  • mudança de lugar

  • desprendimento gradual

  • apoio

  • alívio lento

  • decisão tomada

  • viagem

  • margem nova

  • continuar em frente

Uma barca que se afasta em silêncio

Uma barca desliza sobre a água levando três figuras. À popa vai um barqueiro de pé que empurra com uma vara comprida, e à proa vão sentados uma mulher envolta num manto e uma criança encostada a ela. Diante deles, cravadas nas tábuas do fundo, há seis espadas erguidas. A água do lado esquerdo está agitada e a do lado direito, para onde se dirigem, está lisa. As seis espadas estão cravadas nas tábuas e não foram deixadas na margem. O que se viveu viaja portanto com quem parte. A diferença entre as duas águas assinala com clareza a direção do movimento. A margem que deixam não se vê, e a que os espera aparece ao longe como uma faixa baixa. Ninguém fala e ninguém olha para trás. O céu é pálido e o movimento é lento e contínuo. Na correspondência astrológica atribui-se-lhe o segundo decanato de Aquário e Mercúrio, ou seja, a palavra e o deslocamento entram no signo do pensamento, e por isso esta passagem resulta consciente e não impulsiva. A água do lado esquerdo está agitada e a do lado direito, para onde se dirigem, está lisa.

As espadas viajam com eles

O pormenor mais importante encontra-se dentro da própria barca. As seis espadas estão cravadas nas tábuas e não foram deixadas na margem, ou seja, o que se viveu viaja com quem parte. Não estão apontadas contra ninguém, apenas erguidas, e por isso descrevem um peso e não uma ameaça. A barca não se afunda apesar delas, o que significa que semelhante carga resulta transportável. Não estão apontadas contra ninguém, apenas erguidas. A diferença entre as duas águas assinala com clareza a direção do movimento. O barqueiro está de pé e trabalha, ao passo que os passageiros estão sentados e imóveis, de modo que alguém sustenta esta travessia enquanto os outros a atravessam. As figuras estão cobertas, e o rosto não se vê em ponto algum da carta. O barqueiro está de pé e trabalha, ao passo que os passageiros estão sentados e imóveis. A barca não se afunda apesar delas, o que significa que semelhante carga resulta transportável.

Partir sem alarde

A passagem que aqui se vê é tranquila e não constitui uma fuga. Alguma coisa terminou e a resposta correta consiste em ir-se embora, sem discussão final, sem carta longa e sem exigir que alguém reconheça alguma coisa. Isso resulta mais difícil do que uma saída ruidosa, visto que renuncia à satisfação de ter a última palavra. Ao mesmo tempo poupa uma quantidade considerável de forças e deixa uma porta que não se voltou a bater. Não faz falta que a outra parte concorde com a partida, e essa é a permissão que esta carta concede. A quem se encontra a arrastar uma situação à espera de um fim limpo convém saber que esse fim quase nunca chega, e a barca parte de qualquer modo. Renunciar à última palavra poupa uma quantidade considerável de forças. Deixa além disso uma porta que não se voltou a bater. Não faz falta que a outra parte concorde com a partida. A quem arrasta uma situação à espera de um fim limpo convém saber que esse fim quase nunca chega.

Não faz falta ir sozinho

Nesta carta há três figuras e não uma, e essa quantidade importa. As passagens difíceis resultam mais suportáveis quando alguém as acompanha, e não se exige que essa pessoa resolva coisa alguma. O barqueiro não é um salvador e é quem empurra a vara, ou seja, uma ajuda tangível e não uma consolação. Convém pedir esse género de ajuda em concreto: um lugar onde ficar, uma chamada semanal, alguém que trate de uma diligência. As pessoas respondem com bastante mais frequência a um pedido concreto do que a um geral. O barqueiro não é um salvador e é quem empurra a vara. Trata-se de uma ajuda tangível e não de uma consolação. Quem carrega tudo sozinho durante uma passagem assim demora mais tempo a atravessá-la. As pessoas respondem com bastante mais frequência a um pedido concreto do que a um geral.

O que se leva e o que se deixa

As espadas viajam dentro da barca, e por isso convém contar o que exatamente vai a bordo. Uma parte do que se leva é experiência útil: o aprendido, a capacidade de reconhecer certas situações e o critério afinado. Outra parte é peso morto: o ressentimento, a versão da história que se conta a si próprio e a expectativa de que o lugar novo resulte igual ao anterior. A primeira parte conserva-se e a segunda vale a pena examinar-se durante a travessia, visto que é precisamente aí que costuma haver tempo. Chegar com as seis espadas cravadas não constitui um fracasso, e sim constitui um dado que merece atenção meses depois. Uma parte do que se leva é experiência útil e outra parte é peso morto. A segunda vale a pena examinar-se durante a travessia, visto que é aí que costuma haver tempo. Chegar com as seis espadas cravadas não constitui um fracasso. Constitui um dado que merece atenção meses depois.

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O período intermédio

A carta mostra um momento em que já não se está na margem anterior e ainda não se está na seguinte. Esse período resulta desconfortável porque as regras antigas deixaram de funcionar e as novas ainda não existem. A maioria enche esse vazio depressa com o trabalho seguinte, a relação seguinte ou uma decisão grande, e com isso transfere o padrão anterior para dentro de um invólucro novo. Quem suporta esse intervalo um pouco mais começa a distinguir o que lhe pertencia de verdade e o que era hábito. Neste período convém manter estável a rotina diária e evitar compromissos permanentes. As regras antigas deixaram de funcionar e as novas ainda não existem. A barca move-se devagar e chega de qualquer modo. Quem suporta o intervalo um pouco mais distingue o que lhe pertencia do que era hábito. Neste período convém manter estável a rotina diária e evitar compromissos permanentes.

A tristeza não é um sinal de erro

As figuras cobertas desta carta não celebram nada, e isso resulta honesto. Uma partida acertada vem acompanhada de peso com bastante mais frequência do que de alívio, visto que escolher significa renunciar. Esse peso não se interpreta como prova de que a decisão foi errada nem se anula lembrando que estava certa, já que ambas as coisas são verdadeiras ao mesmo tempo. Concede-se-lhe espaço durante a travessia, e essa concessão encurta o caminho. A água do lado direito está lisa e não vazia, e a melhoria aqui é gradual e não instantânea. Uma partida acertada vem acompanhada de peso com mais frequência do que de alívio. Esse peso não constitui prova de que a decisão tenha sido errada. Ambas as coisas são verdadeiras ao mesmo tempo, e isso resulta habitual. Concede-se-lhe espaço durante a travessia, e essa concessão encurta o caminho.

A margem que espera

A margem de destino aparece ao longe como uma faixa baixa e sem pormenores, e isso corresponde exatamente à experiência. Durante uma passagem resulta impossível imaginar com precisão o que virá depois, e exigir essa imagem detém o movimento. Basta a direção, e a direção aqui é evidente: para onde a água está mais calma. Anota-se um único critério pelo qual se saberá que se chegou. Sem esse critério a passagem tende a prolongar-se por hábito. Anota-se um único critério pelo qual se saberá que se chegou, visto que sem esse critério a passagem tende a prolongar-se por hábito. O sete de Espadas vem a seguir e devolve a astúcia e o cálculo, ou seja, a vida corrente regressa depois desta travessia. Basta a direção, e a direção aqui é evidente: para onde a água está mais calma.

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