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Sete de Espadas: significado da carta de tarot

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Mensagens:


  • astúcia

  • cálculo

  • rodeio

  • discrição

  • estratégia

  • risco

  • honestidade

  • método

  • consequências

  • olhar externo

  • prudência

  • pergunta direta

  • limites

  • confiança

  • descoberta

  • revisão

  • pedir claro

  • responsabilidade

  • correção

  • inteligência prática

  • distância

  • silêncio

  • desfecho incerto

  • reparação

  • caminho direto

Sair de um acampamento com cinco espadas

Um homem afasta-se em pontas dos pés de um acampamento levando cinco espadas apertadas contra o corpo, com as lâminas para cima e os punhos agarrados sem firmeza alguma. Duas espadas ficam cravadas na terra atrás dele. O seu olhar vai por cima do ombro com um sorriso, e nesse sorriso há mais tensão do que triunfo. Ao fundo veem-se tendas amarelas, um grupo de pessoas reunidas e umas bandeiras, ou seja, o acampamento está desperto e ninguém repara nele. A terra é amarela e o céu está limpo, e nada nesta cena resulta noturno. O seu sorriso aparece antes de o assunto terminar, e essa antecipação é conhecida. O acampamento continua desperto e a distância é curta. Nem sequer as levou todas. Na correspondência astrológica atribui-se-lhe o terceiro decanato de Aquário e a Lua, ou seja, o encobrimento entra no signo das ideias, e por isso a astúcia se dirige aqui a uma posição e não a um objeto. Ao fundo veem-se tendas amarelas e um grupo de pessoas reunidas, ou seja, o acampamento está desperto. A terra é amarela e o céu está limpo, e nada nesta cena resulta noturno.

Cinco levadas e duas deixadas

O número das espadas explica a carta inteira. Levou cinco e deixou duas, ou seja, tampouco esta operação ficou completa, e as duas restantes ficarão ali a assinalar o que aconteceu. Segura-as pelas lâminas e não pelos punhos, o que significa que este modo fere quem o pratica. O acampamento continua desperto e a distância é curta, e por isso o risco de ser visto resulta real. O seu sorriso aparece antes de o assunto terminar, e essa antecipação é um traço conhecido de quem se apressa. O sete de cada naipe é o número da prova, e no naipe do ar essa prova refere-se ao modo de agir e não à força. Nada aqui está resolvido e o desfecho continua em aberto. Segura as espadas pelas lâminas e não pelos punhos, e esse modo fere quem o pratica. Duas ficam cravadas na terra atrás dele a assinalar o que aconteceu. Tampouco esta operação ficou completa.

Contornar em vez de enfrentar

O modo de proceder aqui descrito consiste em obter algo por rodeio em vez de o pedir de frente. Isso raramente procede da má intenção e com mais frequência da convicção de que o caminho direto não funcionará. Convém colocar uma pergunta simples: o que aconteceria se o assunto se apresentasse de maneira direta. A resposta honesta consiste com frequência em que resultaria desconfortável. Desconfortável e possível não significam a mesma coisa. As suas formas resultam correntes: não dizer tudo, deixar que o silêncio produza uma impressão errada, resolver um assunto sem avisar quem devia sabê-lo, prometer com a intenção de renegociar depois. A quem se encontra a preparar uma jogada assim convém colocar uma pergunta simples: o que aconteceria se o assunto se apresentasse de maneira direta. Com bastante frequência a resposta honesta consiste em que resultaria desconfortável e não em que resultaria impossível. As suas formas resultam correntes: não dizer tudo ou deixar que o silêncio produza uma impressão errada. Isso raramente procede da má intenção e com mais frequência da convicção de que o caminho direto não funcionará.

O que este método realmente custa

Este caminho funciona uma vez e cobra depois. Quem consegue algo assim volta a repeti-lo, visto que a experiência confirmou o método, e a partir daí cada assunto se resolve pelo mesmo rodeio. O custo aparece no vínculo com as pessoas: uma vez descoberto, tudo o que se disse antes passa a rever-se, e isso resulta bastante mais caro do que aquilo que se obteve. Convém notar que a carta mostra o instante da saída e não o do êxito, e isso já diz alguma coisa. Antes de escolher esse caminho anota-se o que se perderá se sair à luz. Essa conta muda com frequência a decisão. Uma vez descoberto, tudo o que se disse antes passa a rever-se. Isso resulta bastante mais caro do que aquilo que se obteve. Antes de escolher esse caminho anota-se o que se perderá se sair à luz.

Quando a astúcia é a ferramenta certa

Nenhuma condenação se pretende aqui, e existe uma leitura útil. Existem situações onde o confronto direto resulta caro e sem sentido: quando não há poder, quando a outra parte não escuta ou quando pedir permissão garante uma recusa. Nesses casos a estratégia, a discrição e a ação por etapas são ferramentas legítimas. A diferença é a seguinte: o cálculo protege alguma coisa, ao passo que a astúcia toma alguma coisa de outros. Convém verificar se seria possível expor por inteiro o que se está a fazer àqueles a quem diz respeito. Quando a resposta é negativa, o método está fora do lugar. O cálculo protege alguma coisa, ao passo que a astúcia toma alguma coisa de outros. Existem situações onde o confronto direto resulta caro e sem sentido. A estratégia e a ação por etapas são então ferramentas legítimas.

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O que se leva não é tudo

Duas espadas ficam ali, e essa é a indicação mais prática desta carta. Quem age por rodeio raramente obtém o assunto completo, visto que o caminho indireto exige renunciar a partes que resultariam acessíveis por via direta. Nas negociações isso vê-se com clareza: quem não expõe as suas condições verdadeiras acaba a acordar menos do que a outra parte teria concedido. O mesmo ocorre nas relações, onde quem insinua em vez de pedir recebe uma versão aproximada do que precisava. Pedir de maneira direta parece arriscado e produz sempre um resultado mais completo. Uma recusa é também informação, ao passo que uma insinuação não a produz. Quem não expõe as suas condições verdadeiras acorda menos do que a outra parte teria concedido. O mesmo ocorre nas relações, onde quem insinua recebe uma versão aproximada do que precisava. Pedir de maneira direta parece arriscado e produz sempre um resultado mais completo.

Quando alguém age assim connosco

Esta carta lê-se também a partir do outro lado. Se aparecer numa situação com outra pessoa, convém prestar atenção ao que não se está a dizer. Os sinais resultam tangíveis: respostas que não respondem, prazos que se movem sem explicação, informação que chega sempre por terceiros. Nada disso demonstra por si só uma intenção má, e tudo isso merece uma pergunta direta. Faz-se de maneira concreta e sem acusação, já que uma pergunta acusatória obtém uma resposta defensiva e não uma informação. Convém observar depois se a resposta é concreta ou geral, visto que a evasiva comunica mais conteúdo do que o próprio conteúdo. Os sinais resultam tangíveis: prazos que se movem sem explicação e informação que chega por terceiros. Nada disso demonstra por si só uma intenção má e tudo isso merece uma pergunta direta. Faz-se de maneira concreta e sem acusação, já que a acusação obtém defesa e não informação.

Sair de um plano já começado

A quem já se encontra a meio de uma jogada assim, esta carta oferece uma saída que sai barata agora e cara depois. Dizê-lo antes de sair à luz muda por completo a natureza do assunto, visto que uma confissão voluntária e uma descoberta produzem consequências completamente distintas. A forma é simples: nomear o feito sem o adornar, dizer o que se fará para o corrigir e não pedir uma resposta imediata. Isso resulta desconfortável durante uma hora e poupa meses. A alternativa consiste em continuar e viver com a possibilidade de que apareça em qualquer momento, e essa possibilidade cobra o seu preço todos os dias. Uma confissão voluntária e uma descoberta produzem consequências completamente distintas. Nomeia-se o feito sem o adornar e diz-se o que se fará para o corrigir. Isso resulta desconfortável durante uma hora e poupa meses.

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