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Tiragem de três cartas no tarot

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Por que três cartas chegam

A disposição de três posições é a mais usada por leitores experientes e a razão é prática. Três cartas obrigam a estabelecer relações, que é o exercício central da interpretação, e ao mesmo tempo permitem ver o conjunto de uma só vez. Com duas cartas há comparação mas pouca narrativa; com cinco ou mais, a atenção começa a dispersar-se. Três posições cobrem a esmagadora maioria das questões reais sem produzir a confusão de estruturas maiores. Muitos leitores com anos de prática usam quase sempre três cartas e recorrem a disposições grandes apenas em casos particulares. Com duas cartas há comparação e pouca narrativa. Com cinco ou mais, a atenção começa a dispersar-se. Três posições cobrem a maioria das questões reais sem confusão. Muitos leitores com anos de prática usam quase sempre três cartas. As disposições grandes ficam reservadas a casos particulares. A razão dessa preferência é inteiramente prática.

As estruturas mais úteis

A versão mais divulgada usa passado, presente e futuro, e é justamente a menos produtiva. Convida a previsões, desperdiça uma posição em algo que já é conhecido e outra em algo que não é verificável. Funcionam melhor combinações orientadas para a ação. Situação, obstáculo e passo seguinte serve para questões práticas. O que ajuda, o que atrapalha e o que falta ver serve para compreender um bloqueio. Opção A, opção B e o que ambas ignoram serve para decisões. O que está a acabar, o que está a nascer e o que atravessa ambos serve para períodos de transição. A versão de passado, presente e futuro desperdiça duas posições. Uma delas trata do que já é conhecido e outra do que não é verificável. Combinações orientadas para a ação funcionam consideravelmente melhor. O que ajuda, o que atrapalha e o que falta ver serve para bloqueios. O que acaba, o que nasce e o que atravessa ambos serve para transições. Situação, obstáculo e passo seguinte serve para questões práticas.

Escolher a estrutura antes de embaralhar

A ordem dos passos determina a qualidade da leitura. Escreve-se a pergunta, escolhe-se a estrutura que corresponde a essa pergunta e só depois se embaralha. Quem escolhe a estrutura depois de ver as cartas ajusta inconscientemente as posições ao que saiu, e a leitura perde validade. Convém enunciar em voz alta a pergunta de cada posição antes de virar a carta correspondente, prática que mantém as fronteiras nítidas. Este cuidado parece excessivo nas primeiras vezes e torna-se automático em poucas semanas. Quem escolhe a estrutura depois de ver as cartas ajusta as posições ao que saiu. A leitura perde então qualquer validade. Enunciar a pergunta de cada posição mantém as fronteiras nítidas. O cuidado parece excessivo e torna-se automático em poucas semanas. Escreve-se a pergunta, escolhe-se a estrutura e só depois se embaralha. A ordem destes passos determina a qualidade da leitura.

Ler as três em conjunto

O erro mais comum consiste em interpretar as cartas por ordem e somar os resultados. A leitura sólida começa pelo conjunto: verifica-se que naipe domina, se há Arcanos Maiores, se as figuras olham na mesma direção, se os números formam progressão. Três cartas do mesmo naipe indicam que a questão está concentrada num só território. Três Arcanos Maiores indicam que a situação ultrapassa o controlo imediato. Só depois deste enquadramento se lê carta a carta. Interpretar por ordem e somar resultados é o erro mais comum. Números em sequência sugerem um processo em curso. Três Arcanos Maiores indicam que a situação ultrapassa o controlo imediato. Só depois deste enquadramento se lê carta a carta, e a diferença entre as duas abordagens é considerável. Três cartas do mesmo naipe indicam concentração num só território. Números em sequência sugerem um processo em curso.

Quando as cartas se contradizem

É frequente que a segunda carta pareça negar a primeira. A reação inicial consiste em procurar qual delas está certa, e essa reação desperdiça a informação mais valiosa. Uma tiragem que mostra ao mesmo tempo avanço e travagem descreve com precisão uma situação em que ambas as forças atuam. O trabalho consiste em nomear a tensão em vez de a resolver artificialmente. Muitas situações reais têm exatamente essa estrutura, e uma leitura que a suprime para produzir uma mensagem coerente perde o essencial. A terceira carta costuma esclarecer qual das forças pesa mais. Suprimir a contradição para obter coerência perde o essencial. Nomear a tensão vale mais do que resolvê-la artificialmente. Muitas situações reais têm exatamente essa estrutura contraditória. Procurar qual das cartas está certa desperdiça a informação mais valiosa. Avanço e travagem juntos descrevem uma situação em que ambos atuam. A terceira carta costuma esclarecer qual das forças pesa mais.

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A carta do meio

Numa disposição de três, a posição central carrega frequentemente mais peso do que as outras duas. Em estruturas de decisão, é a carta que mostra o que ambas as opções ignoram. Em estruturas de processo, é a carta que descreve o que está a acontecer agora. Em estruturas de bloqueio, é a carta do obstáculo. Recomeçar pela carta central resolve boa parte das leituras que não avançam. A posição central carrega frequentemente mais peso do que as outras duas. Convém dar-lhe atenção acrescida e verificar se as outras duas fazem sentido em relação a ela. Quando a leitura não avança, começar de novo pela carta central resolve uma parte considerável dos casos, porque é ali que a tiragem costuma ter o seu centro de gravidade. Em estruturas de decisão, a carta central mostra o que ambas as opções ignoram. Em estruturas de processo, descreve o que está a acontecer agora. Em estruturas de bloqueio, é a carta do obstáculo.

Registar e avaliar

Uma tiragem de três cartas produz material suficiente para avaliação e pouco suficiente para se perder. Regista-se a data, a pergunta, a estrutura escolhida, as três cartas e a interpretação. Semanas depois, compara-se com o que aconteceu e anota-se qual das posições foi bem lida. Este exercício é mais fácil com três cartas do que com dez, e por isso a disposição de três é a melhor ferramenta de aprendizagem disponível. Quem acumula cinquenta tiragens de três cartas avaliadas aprende mais do que quem faz cinquenta Cruzes Celtas sem registo. A avaliação é mais fácil com três cartas do que com dez. Por isso a disposição de três é a melhor ferramenta de aprendizagem disponível. Cinquenta tiragens de três cartas avaliadas ensinam mais do que cinquenta Cruzes Celtas. O registo inclui data, pergunta, estrutura escolhida e interpretação. Semanas depois compara-se com o que aconteceu.

Quando três não chegam

Existem situações em que a estrutura de três é insuficiente e convém reconhecê-las. Questões com várias partes envolvidas, decisões com mais de duas opções, ou temas que se estendem por longos períodos beneficiam de disposições maiores. O sinal é claro: quando a leitura de três cartas deixa por responder uma parte importante da pergunta, a estrutura era pequena demais. A solução não passa por acrescentar cartas à tiragem já feita mas por refazer com uma estrutura adequada. Convém, ainda assim, esgotar as possibilidades das três cartas antes de avançar, porque a maior parte das questões cabe nelas. O sinal de insuficiência é claro e aparece na própria leitura. Quando fica por responder uma parte importante da pergunta, a estrutura era pequena demais. A solução passa por refazer com estrutura adequada e não por acrescentar cartas. Convém esgotar as possibilidades das três antes de avançar.

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