Valete de Espadas: significado da carta de tarot

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De pé contra o vento
Sobre uma elevação há um jovem que segura uma espada com ambas as mãos na diagonal diante de si, com o tronco virado e o olhar dirigido para um lado e não para diante. O vento lança-lhe para trás o cabelo e a roupa, as árvores do fundo estão inclinadas e a erva jaz numa mesma direção. No céu há dez aves dispersas que voam cada uma para um lado distinto. A terra sob os seus pés é irregular e ao longe veem-se colinas baixas. A sua postura resulta larga e tensa, como a de quem se prepara para algo que ainda não se vê. Nada na imagem o ataca. Na correspondência de elementos é ar em terra, ou seja, a primeira descida do pensamento a uma forma tangível, e por isso a sua capacidade de observação resulta ao mesmo tempo precisa e fora de lugar. Nada na imagem o ataca, e isso merece assinalar-se à parte. O vento lança-lhe para trás o cabelo e a roupa, e as árvores do fundo estão inclinadas. Dez aves voam dispersas no céu, cada uma para um lado distinto. Essa é a imagem exata de uma mente que recebe mais do que consegue ordenar. O vento que tudo move indica que a informação ainda não está classificada.
Dez aves e uma espada
As aves representam neste naipe os pensamentos, e aqui são dez e voam dispersas. Essa é a imagem exata de uma mente que recebe mais do que consegue ordenar. O vento que tudo move indica que a quantidade de informação resulta grande e que ainda não está classificada. A sua espada é mais comprida e mais pesada do que corresponde à sua estatura, ou seja, o projeto excede as suas capacidades atuais. Segura-a com ambas as mãos porque com uma ainda não lhe basta. A elevação dá-lhe uma vista ampla e não lhe dá compreensão de para onde convém olhar. O valete constitui na ordem das figuras a forma menor do elemento, e por isso aporta perguntas e não respostas. Nas cartas numéricas corresponde-lhe o ás deste naipe como clareza pura, ao passo que aqui essa clareza recai sobre uma pessoa concreta. A sua espada resulta mais comprida e mais pesada do que corresponde à sua estatura. Segura-a com ambas as mãos porque com uma ainda não lhe basta.

Olhar antes de julgar
A ação mais útil nesta etapa consiste em observar. Reúne-se informação e adia-se a conclusão, visto que um juízo prematuro priva o seu autor da possibilidade de mudar de opinião, e é precisamente essa possibilidade que aqui mais faz falta. Anota-se o ouvido, o visto e o que surpreendeu, sem o marcar como acertado nem como errado, e regressa-se a essas notas ao fim de umas semanas. Isso funciona melhor do que uma análise imediata, já que os padrões se descobrem apenas a certa distância. Formulam-se em voz alta as perguntas simples, visto que o mais jovem ainda não aprendeu a envergonhar-se do óbvio. E o óbvio costuma resultar o assunto mais útil sobre o qual perguntar. Regressa-se a essas notas ao fim de umas semanas, já que os padrões aparecem a certa distância. Formulam-se além disso em voz alta as perguntas simples, visto que o mais jovem ainda não se envergonha do óbvio. Anota-se o ouvido e o que surpreendeu, sem o marcar como acertado nem como errado. Um juízo prematuro priva o seu autor da possibilidade de mudar de opinião.
A agudeza precisa de direção
Esta figura repara no que outros não reparam, e essa capacidade corta em ambos os sentidos. Uma discrepância detetada pode nomear-se a tempo e pode lançar-se no momento inoportuno, e a diferença entre ambos os casos constitui o valor inteiro da observação. Estabelece-se uma regra simples: toda frase afiada que chega à cabeça adia-se vinte e quatro horas antes de se pronunciar. A maior parte delas retira-se sozinha, e a eficácia das restantes melhora de maneira notável. A agudeza não é um defeito, ao passo que um sentido do momento sem afinar sim o é. E é exatamente nesse ponto que se produz o dano principal deste naipe. Uma discrepância detetada pode nomear-se a tempo ou lançar-se no momento inoportuno. Estabelece-se por isso uma regra: toda frase afiada adia-se vinte e quatro horas. A maior parte delas retira-se sozinha e a eficácia das restantes melhora.
Cuidado com transmitir o dito
As notícias ligam-se tradicionalmente a esta figura, e no naipe do ar circulam depressa. Comprova-se o ouvido antes de o transmitir, visto que uma notícia mal transmitida faz mais dano do que uma notícia não transmitida. Convém atender além disso ao deslizamento inadvertido para o papel de portador de palavras alheias, sobretudo num ambiente tenso. Às vezes esta carta significa algo escutado ou visto por acaso, e então a questão consiste no que fazer com isso. O primeiro é perguntar à fonte em vez de construir conclusões. Uma notícia mal transmitida faz mais dano do que uma notícia não transmitida. O vento da imagem já começou a soprar. Convém atender ao deslizamento para o papel de portador de palavras alheias. O primeiro é perguntar à fonte em vez de construir conclusões.
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Aprender depressa e sem profundidade
Este temperamento é capaz de abarcar muitos temas ao mesmo tempo e de não se deter em nenhum. Isso resulta útil na etapa de reconhecimento, quando faz falta entender o que existe em absoluto. Transforma-se em dificuldade ao passar ao que exige profundidade, visto que o hábito de saltar se conserva. O modo tangível consiste em escolher um único tema durante um prazo determinado, digamos três meses, mantendo os restantes numa lista de espera. Essa lista escrita tranquiliza, já que nada se perde. O modo tangível consiste em escolher um único tema durante três meses. Os restantes mantêm-se numa lista de espera e não se abandonam. Em geral descobre-se que o interesse pelo adiado desaparece sozinho ao fim de um mês. Essa lista escrita tranquiliza, já que nada se perde.
A vigilância e o seu preço
A sua postura está tensa e ninguém o ataca, e isso merece atenção. Uma disposição constante para o confronto cansa e torna o seu portador brusco ali onde a brusquidão não faz falta. Comprova-se de maneira tangível: quantas conversas da semana se sustentaram à espera de uma objeção. Muitos descobrem que se estavam a preparar para discussões que não chegaram a produzir-se. Afrouxar a postura não significa perder a atenção mas ativá-la quando aparece um motivo. Comprova-se de maneira tangível quantas conversas se sustentaram à espera de uma objeção. Afrouxar a postura não significa perder a atenção mas ativá-la quando aparece um motivo. O vento não sopra sempre, ainda que nesta imagem sopre justamente agora. Muitos descobrem que se estavam a preparar para discussões que não chegaram a produzir-se.
Retrato deste valete
A indicação assinala muitas vezes alguém do meio: curioso, observador, de compreensão rápida, franco até resultar incómodo e nem sempre acertado a escolher o momento. Com mais frequência é jovem ou novo no seu campo. Traz informação, perguntas e às vezes observações incómodas. Ao lidar com essa pessoa convém separar a precisão dos seus comentários da sua apresentação, já que a primeira costuma ser certa e a segunda precisa de correção. A quem couber esta descrição convém saber que semelhante agudeza constitui um recurso pouco frequente e que apenas lhe falta o sentido do momento. A seguir chega o cavaleiro, onde essa mesma agudeza adquire velocidade. A quem couber esta descrição apenas lhe falta o sentido do momento. Semelhante agudeza constitui um recurso pouco frequente. Ao lidar com essa pessoa convém separar a precisão dos comentários da sua apresentação. A primeira costuma ser certa e a segunda precisa de correção.






